E lá moravam - pelo menos temporariamente - cinco homens. Um estava de viagem, então, restavam quatro naquele momento. O que estava de viagem, era um negão. Mineiro. Nem magro nem gordo, com uma barriguinha a mais. Era bem calmo, então, deram-lhe um apelido que fizesse por merecer. Imagine aí.
O segundo (ordem a qual estabeleci em minha mente) , era um paulista. Alto, bastante alto. Alto o suficiente para chamar a atenção das pessoas. Devia ter lá quase uns dois metros de altura. Era magro também. E seu cabelo era loiro e liso. Ele ganhava relativamente bem, e havia conquistado certa estima em seu trabalho. Isso dava à ele, um tom de arrogância. Ela só incomodava às vezes. Nas vezes que não incomodava, ele era legal. O tal loiro era o mais novo da casa.
O terceiro, era um baiano. Branco, que renegava às origens pré-julgadas. Olhos e cabelos claros, o levavam ainda mais longe de sua terra natal. Mais pra gordinho que pra magro. Gostava muito de conversar e tomar uma cervejinha. Tinha um sotaque carregado, que aos poucos foi esmorecendo. Era brincalhão e querido.
O quarto, era um ex-gordo. Do interior de Minas. Era bulímico, e vivia tendo compulsões. Constantemente, era motivo de piada. Penso que aquele homem devia sofrer, mesmo fingindo que não.
O último, era um gordo da língua presa. Também de Minas Gerais. Vivia pendurado no seu laptop, em salas de bate papo, com perfis falsos. Era engraçadinho, e comilão. Mulherengo até a última instância. Adorava um cabaré.
...
(continua)
1 comentários:
Oxe, que miscigenação nessa casa, heim!
Madi
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