segunda-feira, 16 de novembro de 2009

E o sono já pesava minhas pálpebras. O teclado barulhento, a cama macia me parecia extremamente atraente. Eu queria ir. Mas meu coração perturbado não queria. Se eu fechasse a porta daquele quarto, me sentiria só mais uma vez. Que medo assombrante era esse que me assolava? Que desespero, que dor sem chão. Era como se a minha vida em flash-back passasse toda em frente a meus olhos, toda vez que eu tentava entender que caminho eu estava tomando. Mas passasse tão rápido, e tão embaralhadamente, que eu me perdia em meio às lembranças recentes e antigas, que se uniam num misto de sentimentos, cheiros, sensações, saudades, medos... E tudo estava tão confuso, que eu preferia deixar guardado. Pra não sentir o coração pesando no peito. Preferia deixar pra ele pesar todo de uma vez só. Quando eu me deitasse na cama, e fosse obrigada a me reconfortar no sono. Eu era feliz, e não era. Eu tinha tudo, e não tinha nada. Minha vida triste estava por um fio, mas eu tinha medo do que poderia ser uma vida feliz.

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